2018! Um ano apenas de novas promessas? (Parte 09)

set 10 • PsicologiaNenhum comentário em 2018! Um ano apenas de novas promessas? (Parte 09)

Continuando com o tema, ­destaco este mês a necessidade de que, mesmo não querendo ser redundante, mas sim enfático; continuar questionando sobre talvez, as ineficazes novas e novas promessas diariamente feitas, com relação direta ao medo e ou a falta de habilidades sociais de não querer ter e ou enfrentar problemas…
Calma! Eu sei… Quem é que gosta de ter problemas? Com certeza, a resposta para essa pergunta é um uníssono: Ninguém. Porque de fato ninguém quer ter problemas ou ter que enfrentar desafios, e que cada um de nós tenta do seu jeito e não talvez do jeito certo, mudar as coisas. Aliás, muita gente tem crenças, vai à missas, sinagogas, cultos, templos e terreiros, buscando talvez uma melhor vida espiritual, tentando aliviar suas questões mais complicadas. E esse é, infelizmente, o famoso caminho pela dor. Explico:
De fato, muitas vezes (na maioria das vezes) a dor ensina. “Pessoalmente, principalmente entre amigos, familiares e nos consultórios, eu não faço “pregação” em cima do sofrimento como caminho, mas tenho que concordar que as pessoas se transformam realmente quando tomam consciência do seu poder diante das adversidades quase sempre negativas”, (crivo meu).
Preconizo que, sempre vejo na minha prática em consultório mais e mais, que uma das coincidências mais interessantes no trabalho com as práticas e exercícios de expansão da consciência, é o fato de aprender muito com as colocações, crenças, valores e lições dos meus pacientes, nas suas narrativas e quais “técnicas” eles se utilizam para tentar fugir e ou solucionar os seus pro­blemas. E, comparo sempre com novos pacientes que vem me procurar enfrentado situações às vezes mais fáceis e/ou questões bem difíceis em suas vidas.
Exemplos como, conflitos de religiosidade, de relacionamentos afetivos, ou ainda, problemas no trabalho e na família em geral, por conta da falta de habilidades sociais, de sentimentos de incompreensão, do fato de sempre se fecharem nas questões de sofrimento, não amadurecendo suas questões emocionais e não refazendo principalmente as suas vidas afetivas.
Vejo também, muitas e muitas pessoas que, ainda assim, continuam as suas vidas presas em um pseudo-perfeccionismo que de útil, apenas tem o fato de afastá-las ­ainda mais da maioria das pessoas. Pois essas pessoas, acreditem; se transformam em pessoas extremamente exigentes com o próximo. Próximo amigo, próximo trabalho e, pior ainda, próximo relacionamento afetivo (se ele houver).
Para finalizar, decorro aqui, que, infelizmente, foram muitos os casos diferentes de pessoas que sempre ficaram, ficam e ficarão presas em seus próprios problemas, (para não dizer também nos pro­blemas dos outros), sem crescer, sem aprender e sem se desprender destes novos desafios da prática do desapego…Falo tudo isso por conta de saber através da minha experiência de mais de 20 anos em clínica, que o caminho de cura de cada um de nós, por mais difíceis e complicadas que possam parecer nossas questões, ele é simples… Qual?
Acreditem! É justamente enfrentar o(s) problema(s) de frente. Se vocês têm um relacionamento/casamento infeliz e querem dar uma outra chance no amor, ok! E recomendo sempre isso também nas questões com amigos, trabalho e familiares. Façam isso sempre. Abram-se, continuem acreditando e caminhando positivamente, mas finalizem sempre suas questões conflitantes com honestidade e consciência. Não fujam ou procrastinem, isso e fundamental: “Não mintam para vocês próprios e não traiam seus ideais”; (crivo meu).
Se vocês têm uma família complicada, pais negativos, exigentes, ou um convívio sem muita compreensão ou amor, mudem isso, não levem esse comportamento para frente. Vocês podem mudar, podem se tornar pessoas mais leves, mais amorosas e compreensivas. Não é porque vocês nasceram em um ambiente complicado e ou inadequado que precisam levar essas complicações como uma “herança negativa” para sempre. Vocês podem mudar.
Aliás, leitores, não tenham medo do sofrimento, porque as coisas passam. Fugir dos problemas não funciona, mas dizer “não” ao drama é fundamental para conseguir pensar e agir com clareza. Quando vocês dizem “não” ao(s) seu(s) drama(s), não se deixando consumir pelas coisas ruins do dia-a-dia, com certeza, encontrarão sempre forças e luz dentro de si mesmos para enfrentar qualquer desafio. Vamos em frente!

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