Indústria regional segue com incertezas

maio 23 • Economia, Emprego, ServiçoNenhum comentário em Indústria regional segue com incertezas

Variação cambial, alta do combustível e indefinição política geram incertezas no setor industrial da região, conforme aponta a Sondagem Mensal de abril, apresentada à imprensa, nesta quarta, 23 de maio.

Embora o saldo de contratações seja positivo, a indústria entra num período de instabilidade. Em abril,  foram criados cerca de 700 novos postos de trabalho, na indústria da região de Campinas. No primeiro quadrimestre deste ano, a indústria regional registrou saldo positivo de 2.950 contratações, superando no mesmo período, as 1.005  contratações de 2017 e as 1.800 demissões em 2016.  A tendência para o restante do ano da indústria regional poderia ser considerada positiva? Na avaliação do diretor do Ciesp-Campinas, José Nunes Filho, alguns fatos a partir desse mês de maio, mudaram radicalmente essa perspectiva. Crise cambial provocada por fatores externos, alta interna no preço do combustível e incerteza na definição dos candidatos à presidência, aliada a convicção da população que o Governo não consegue aprovar mais nenhuma reforma, como a da Previdência, são alguns desses ingredientes que “fazem o horizonte ficar escuro”.

 O diretor do Ciesp-Campinas acrescenta que o Banco Central, na questão do câmbio, está agindo de forma correta e o País tem reservas em torno de US$ 380 bilhões. “Mas até quando o mercado vai testar o Banco Central? O risco cambial é alto e a questão dos preços dos combustíveis está ligada a isso, já que o petróleo é uma commoditie internacional”, explica. Nunes acrescenta, que na área política, a radicalização – tanto à direita, como à esquerda, também aumenta o risco Brasil.

Período instável

   O economista da Facamp, José Augusto Ruas, afirmou que a Sondagem Industrial de abril da região de Campinas aponta um crescimento menos vigoroso para os próximos meses, ressaltando que os fatores negativos de maio – câmbio e alta no combustível, ainda não estão computados nesses dados. Isso deverá refletir negativamente nas próximas pesquisas.

O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, afirmou que as exportações das indústrias da região podem ser prejudicadas pelo movimento deflagrado pelos caminhoneiros em razão da alta no combustível. “Ainda não temos informação sobre empresas paradas na região em razão desse movimento, mas caso ele persista isso pode começar a ocorrer, o que poderia comprometer o fluxo normal das exportações”, advertiu Riso.

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