Inverno aumenta risco de doenças oftalmológicas

jun 22 • SaúdeNenhum comentário em Inverno aumenta risco de doenças oftalmológicas

Síndrome do Olho Seco é um dos principais problemas desta época do ano

  Na estação mais fria do ano, é comum as pessoas prestarem muita atenção às doenças respiratórias e quase nada às oculares. No entanto, as temperaturas mais baixas e o tempo seco refletem, diretamente, no movimento dos consultórios oftalmológicos, que ficam cheios. Este clima do inverno é propício para o surgimento das alergias, conjuntivites e a piora da Síndrome do Olho Seco. Pouco conhecida da população, porém muito frequente, esta última, acomete cerca de 18 milhões de brasileiros.

  Ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade de ficar em lugares com ar- condicionado ou em frente ao computador, olhos embaçados no final do dia, coceira, vermelhidão, lacrimejo excessivo e sensibilidade à luz são os sintomas da Síndrome do Olho Seco, uma condição pessoal que é agravada pelas condições ambientais. “Esta é uma doença ocular crônica causada pela diminuição da produção de lágrimas, ou pela deficiência de um de seus componentes. O paciente deve consultar um oftalmologista que irá prescrever um lubrificante ocular de acordo com a gravidade do caso; também pode receitar a ingestão de antioxidantes e ensinar algumas técnicas de higiene ocular que ajudam o quadro a não se agravar”, afirma Dra. Cláudia Benetti.

As alergias e conjuntivite também ficam mais comuns nesta época do ano porque as pessoas costumam ficar em ambientes mais fechados. “Geralmente, no frio ficamos mais enclausurados o que facilita a disseminação de patógenos entre as pessoas, no trabalho e na escola.  Conjuntivites podem ser bacterianas, virais ou fúngicas, cada uma com uma característica de sintomas e sinais e tratamentos. Por isso é imprescindível ir ao oftalmologista”, ressalta.

Já as alergias, segundo Cláudia, são mais causadas pela fuligem, resíduos de folhas secas e plantas em suspensão no ar. Apesar de o tratamento ser simples, não pode ser ignorado porque a tendência é se agravar. “É comum as pessoas acharem normal os olhos arderem e embaçados no final do dia, mas o não tratamento levar o paciente a manipular muito os olhos e isso causa os olhos vermelhos crônicos, muito sintomático. Coçar os olhos pode causar microarranhaduras de córnea, o que dificulta o uso de lentes de contato. Em casos extremos compromete a qualidade visual por perda de transparência corneana, por exemplo”, alerta a doutora.

Cuidados com os olhos no inverno:

– lave bem o rosto e as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas;

– evite usar toalhas de rosto, esponjas, rímel, delineadores de outras pessoas;

– evite a exposição à fumaça, pólen, poeira, pelos de animais e cloro de piscina;

– fique atendo a manutenção do filtro do ar-condicionado;

– nos casos de conjuntivite, não utilize lentes de contato e não coce os olhos.

Dra. Cláudia Benetti – Médica formada pela PUC-Campinas, especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), pós-graduada em Medicina Chinesa e Acupuntura pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

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