Prefeitura assina financiamento de R$ 100 mi com a Caixa para o BRT

maio 15 • CidadeNenhum comentário em Prefeitura assina financiamento de R$ 100 mi com a Caixa para o BRT

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, assinou nesta segunda-feira, dia 15 de maio, contrato de financiamento no valor de R$ 100 milhões com a Caixa Econômica Federal, para as obras do BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) campineiro. O evento ocorreu no Auditório da Superintendência Regional da Caixa, no Centro, e contou com a presença do vice-presidente de Governo da Caixa, Roberto Derziê; Robert Kennedy, diretor regional da Caixa; Luiz Geraldo Paratelli, superintendente regional da Caixa; Carlos José Barreiro, secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec); além de secretários municipais e convidados.

“Este momento é muito importante para a cidade e o trabalho da Caixa é essencial para melhorar a vida da população. As Prefeituras têm necessidade dessas linhas de investimento. Esse financiamento é mais um esteio, mais um apoio para que a gente possa tirar do papel um projeto que é tão fundamental para a mobilidade urbana do município”, destacou o prefeito Jonas.
O vice-presidente da Caixa reafirmou o papel da instituição, de apoio às obras importantes para os municípios. “A Caixa está à disposição, fiel a seu propósito de ser um banco de governo”.
Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – terão custo total de R$ 451,5 milhões, referentes à elaboração dos projetos executivos e realização das obras. Do montante, R$ 92 milhões são do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 197 milhões financiados pela Caixa. Cabe ao município o aporte de R$ 162,5 milhões, sendo R$ 45 milhões de contrapartida e R$ 117,5 milhões que serão providenciados. Com a assinatura do contrato de financiamento, o município assegura R$ 100 milhões.
A elaboração dos projetos executivos do BRT segue em curso e o início de obras está previsto para o próximo mês de agosto, pelo corredor Campo Grande. O tempo para implantação total do BRT é de três anos, contados a partir de 3 de maio de 2017.
AIO
No último dia 31 de março, os ministros Bruno Araújo, das Cidades, e Antônio Imbassahy, Secretaria de Governo da Presidência da República, assinaram, em evento na Prefeitura, a Autorização para Início de Objeto (AIO) do BRT. A AIO é o documento que permite a elaboração dos projetos executivos e execução das obras dos três corredores.
Na sequência, o prefeito Jonas emitiu a Ordem de Serviço (OS) para que as empresas vencedoras do processo licitatório do BRT iniciassem os trabalhos. A Emdec prepara ações operacionais de trânsito e transporte, que serão realizadas no decorrer das obras, para minimizar os impactos viários. Além de grande Plano Operacional, também é preparado um Plano de Comunicação.
“Tão importante quanto o Plano Operacional é o Plano de Comunicação. Nós vamos avisar com bastante antecedência, para toda a população, quais os desvios, rotas alternativas, itinerários de ônibus, localizações dos novos pontos de parada, entre outros detalhes, dos setores que estarão em obras. É muito importante que todos tenham a informação correta e se habituem aos novos caminhos. O desafio será grande, mas estamos nos preparando muito bem para enfrentá-lo”, afirma o secretário Barreiro.
BRT
A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.
– Lote 1: trecho 1 do Corredor Campo Grande, que compreende a ligação da região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km. Mais o corredor perimetral, com 4,1 km. Responsável: Consórcio Corredor BRT Campinas (Arvek; D. P. Barros; Trail; Enpavi; Pentágono). Valor total do lote: R$ 88,9 milhões.
– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.
– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.
– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.
O BRT campineiro, que será chamado de Rapidão, irá beneficiar cerca de 450 mil pessoas que residem nos distritos do Campo Grande e Ouro Verde. O sistema contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado. O sistema será mais seguro, rápido, eficiente e confiável.
No Ouro Verde serão 14,6 km de extensão, saindo da região central, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).
No Campo Grande serão 17,9 km de extensão, também saindo da região central, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).
Entre os dois corredores haverá um corredor perimetral com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.
Para a construção dos corredores será suprimidas 2,2 mil árvores, todas com autorização dos orgãos ambientais. Como forma de compensação ambiental serão plantadas 45,5 mil árvores. Outras 64 serão transplantadas (mudadas de um lugar para o outro). As definições de locais estão a cargo da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
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