Região de Campinas tem razão médico por habitante próxima à do Estado de SP

dez 19 • Cidade, SaúdeNenhum comentário em Região de Campinas tem razão médico por habitante próxima à do Estado de SP

 

‘Raio-x’ do setor foi produzido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

         A região de Campinas possui razão médico por habitante próxima à do Estado de São Paulo. É o que aponta a Demografia Médica Paulista, um grande “raio-x” estatístico do setor, produzido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), e pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

São 11.563 médicos na região para uma população de 4.433.543 habitantes, o que representa densidade médica de 2,61 profissionais a cada mil habitantes. No Estado de São Paulo a média é de 2,79 médicos por mil habitantes.

No Estado, 37,4% dos médicos especialistas se concentram nas áreas de Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia Geral e Ginecologia e Obstetrícia.

Segundo o levantamento do Cremesp, há 70.845 médicos especialistas no Estado. Desse total, o número de títulos dos profissionais é de 93.036, o que significa que uma parte deles possui mais de um título, podendo exercer mais de uma especialidade.

As quatro áreas com menor número de especialistas em São Paulo são Medicina Esportiva, Radioterapia, Cirurgia de Mão e Genética Médica.

A Demografia do Cremesp mostra que o Estado de São Paulo possui 123.761 médicos, o que representa uma razão de 2,79 profissionais a cada 1.000 habitantes, superior à média nacional, de 2,1 e a terceira maior do Brasil, atrás do Distrito Federal (4,9) e do Rio de Janeiro (3,75).

Entre 1980 e 2015 o contingente de médicos no Estado cresceu 286,89%, 3,7 vezes mais do que a população, que aumentou 77,92% no mesmo período.

A densidade de médicos por habitante em território paulista se aproxima ou supera a de nações como Inglaterra (2,8 por mil habitantes), EUA (2,5) e Canadá (2,4).

No entanto a distribuição dos profissionais pelo Estado é desigual. A região com mais densidade de médicos é a de Ribeirão Preto, com 4.817 profissionais e razão de 3,32 médicos por mil habitantes, seguida pela Grande São Paulo, que tem 64.244 médicos (56,2% do total do Estado) e razão de 3,05 médicos por mil habitantes (veja tabela abaixo).

Na outra ponta, as regiões de Registro (Vale do Ribeira) e de São João da Boa Vista possuem as menores densidades de médicos: 0,86 e 1,37 profissionais a cada mil habitantes.

As cinco cidades do estado com maior densidade médica são Santos (6,9 médicos por mil habitantes), Botucatu (6,45), Ribeirão Preto (6,2), Presidente Prudente (5,82) e São José do Rio Preto (5,56). A capital paulista aparece na oitava posição, com 4,58 médicos por mil habitantes.

O levantamento do Cremesp aponta ainda que 59,1% dos médicos de São Paulo possuem pelo menos um título de especialista. A idade média é de 44,7 anos.

As mulheres são maioria em 14 das 53 especialidades. Em três delas, representam mais de 70% do total de profissionais. São elas Dermatologia, com 77%, Alergia e Imunologia, e Pediatria, ambas com 72%.

Os homens são maioria de mais de 80% na média de 12 áreas cirúrgicas, incluindo Ortopedia e Traumatologia (93%) e Urologia (98%). Dos 1.306 urologistas em atividade, apenas 26 são mulheres.

“Duas características comuns ao médico de São Paulo e também de outras regiões do Brasil, está relacionada a múltiplos empregos, com dois ou mais vínculos, além de uma jornada de trabalho excessiva. A pesquisa aponta que 75% dos médicos brasileiros e paulistas trabalham mais de 40 horas semanais e a maior parte desses profissionais se sente sobrecarregada com essa jornada de trabalho”, aponta Mário Scheffer, professor do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP.

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