Tecnologia que cura: como o acompanhamento psicológico online ajuda no tratamento de quem tem dificuldade de exposição

fev 13 • Comportamento, ServiçoNenhum comentário em Tecnologia que cura: como o acompanhamento psicológico online ajuda no tratamento de quem tem dificuldade de exposição

A ‘barreira virtual’ permite que pessoas tímidas e com fobia social se sintam mais confortáveis para expressar seus sentimentos
Em tempos de intermináveis discussões sobre o mau uso da tecnologia, há quem a utilize de forma ética e com o objetivo de ajudar pessoas. Se para a maioria falar sobre os próprios medos, angustias e dificuldades já é uma tarefa desconfortável, para as pessoas tímidas ou com fobia social este é um assunto ainda mais delicado. Porém, a tecnologia tem exercido um papel importante no acompanhamento psicológico e a ‘barreira virtual’ tem facilitado a busca por tratamento de quem sofre demais com a exposição.
Desde que foi regulamentada – Resolução CFP nº 12/2005 em junho de 2012 -, a psicologia online tem se mostrado eficaz, seja nos casos de dificuldade de exposição, pessoas com disponibilidade reduzida de horários ou até mesmo que mudam de cidade ou país, mas preferem continuar o atendimento com o mesmo profissional. “Geralmente o perfil é este. Pacientes que estão longe, fora do país, e que preferem fazer o tratamento com um profissional conterrâneo, que fale seu idioma e que se aproxime culturalmente de suas origens. Mas, o grande beneficio que tenho notado é com relação às pessoas muito tímidas ou com fobia social. Fazer um atendimento virtual ‘auxilia’ a exposição, o que não fariam pessoalmente por medo de um eventual julgamento”, explicou a psicóloga Sheila Molchansky.
Sheila Molchansky reforça que o acompanhamento psicológico online não substitui o tratamento convencional, mas se configura como um apoio ou uma introdução gradual a terapia. “Na maior parte do tempo as técnicas são as mesmas. Mas, na terapia presencial, pode-se aplicar mais técnicas de investigação, propor dinâmicas específicas durante o atendimento e aplicar instrumentos de avaliação que são inviáveis no atendimento virtual. Há situações em que é preciso encaminhar o paciente para avaliações psiquiátricas, quando há indícios de necessidade de medicação de suporte. Nestes casos, emito um relatório de encaminhamento e solicitação de avaliação específica”. Ela ainda alertou para os cuidados durante as sessões. “Sempre é importante que reservem o sigilo. Então o ideal é que estejam em um ambiente seguro para eles, como uma sala e com fones de ouvido, garantindo a privacidade”, finalizou.
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