Uma sociedade sem pais: “Não os deixei órfãos”

jan 28 • Comportamento, LivrosNenhum comentário em Uma sociedade sem pais: “Não os deixei órfãos”

Na contemporaneidade, a figura paterna nos lares quase foi esquecida ou deixada de lado, mas a sua relevância para os filhos e família precisa ser retomada e aquecida

Papa Francisco/Divulgação

Foi-se o tempo que pais eram os que coordenavam a família. A figura deles dentro do convívio familiar enfraqueceu, e até se tornou nula. Em uma pesquisa feita pelo IBGE e divulgada em 2017, mais de 1 milhão de família possuem apenas a figura materna presente, sendo um reflexo da mudança da dinâmica social e do perfil demográfico do Brasil.

Contudo, como o próprio Papa Francisco disse, em um dos seus encontros com o público em 2017: “Não existe mãe solteira, mãe não é estado civil”. Isso deixa claro a importância de sua imagem ante a criação dos filhos. É a presença, a imagem e a figura de confiança e porto seguro que ela representa para os filhos. Do mesmo modo, a falta desse apoio pelo lado dos pais, também afeta as crianças.

Em pesquisas recentes, realizadas ainda em 2016, psicólogos e pedagogos perceberam que o afastamento ou ausência do pai na criação dos filhos traz consequências para o desenvolvimento infantil.

“O problema dos nossos dias não parece ser tanto a presença invasiva dos pais, mas sim a sua ausência, a sua inoperância. Às vezes os pais se veem tão concentrados em si mesmos, no seu trabalho e em suas realizações individuais que acabam até por esquecer a família”, disserta Papa Francisco em seu livro “Pai Nosso”, uma publicação da Editora Planeta.

Nessa obra o Pontífice transcreve sobre a oração do Pai-Nosso, porém, com complementações e comentários relevantes de sua autoria sobre situações do cotidiano, comportamentos e também do esquecimento da verdadeira fé por parte do leitor.

O abandono paternal é um dos temas abordados pelo Santo Padre. Ele afirma que é necessário apoiar os filhos, e sempre estar presente, participando ativamente de sua criação. Papa Francisco aponta a grande necessidade deles, assim como Jesus teve José em sua criação. Ele não estava desamparado do Pai, mas a imagem e representação de José foi importante na criação d’Ele como um guia, um mestre, um caminho a seguir e um porto seguro.

“Se existe que pode explicar completamente a oração do Pai-Nosso, ensinada por Jesus, é exatamente quem vive em primeira pessoa a paternidade. Sem a graça vinda do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam a luta. Entretanto, os filhos precisam encontrar um pai esperando por eles quando retornarem dos seus fracassos.”

Fonte: https://saude.abril.com.br/bem-estar/pai-ausente-o-que-isso-influencia-no-desenvolvimento-do-filho/

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