Vacinas são importantes meios para proteção de crianças e adultos

jul 27 • Cidade, SaúdeNenhum comentário em Vacinas são importantes meios para proteção de crianças e adultos

Vacinas gratuitas disponibilizadas pelo SUS são importantes para proteção individual e em massa

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) orienta e reforça a importância das vacinas que previnem doenças, muitas delas, desconhecidas da população devido à erradicação e controle pela eficácia do procedimento. As vacinas são medicamentos que oferecem, em maior ou menor grau, proteção individual contra doenças, e a depender de sua eficácia, imunidade populacional, ao bloquear a circulação dos agentes causadores destas doenças. As campanhas de vacinação, que buscam essencialmente a proteção da população, fazem parte da história de vários países e especialmente do Brasil, que conta com um dos melhores programas de imunização do mundo.  O calendário básico de vacinação pode ser conferido em: https://goo.gl/F3PWCn.

Vacinação de adultos

Algumas vacinas são necessárias novas doses na fase adulta, como a contra sarampo, caxumba e rubéola nas mulheres, na faixa etária entre 20 e 30 anos. Uma oportunidade de atualizar a imunização dos adultos é utilizar os dias de campanhas infantis, quando os pais levam os filhos para se vacinarem, porém é necessário checar a política desse tipo de evento de cada município e estado.

Importância de tomar todas as doses

Muitas vacinas têm mais de uma dose, e elas se complementam, não é um reforço como muitos pensam. Caso tenha até três doses, todas devem ser tomadas para que a imunização completa seja realmente efetivada, pois cada uma age de uma forma diferente e só completam a proteção, quando todas as doses forem realizadas. “O sistema imunológico precisa de todas as doses para que organismo tenha uma reação de proteção e possa gerar as células de defesa e memória imunológica produtoras de  imunoglobulinas, que são os anticorpos que vão combater o vírus ou a bactéria responsável pela doença”, comenta Denize.

Hoje, o Sistema Único de Saúde oferece um sistema vacinal efetivo e gratuito disponibilizado em Unidades Básicas de Saúde de todo o país. Além da proteção individual, também proporcionam a proteção em massa, principalmente sobre as doenças que são transmitidas por vírus como o sarampo ou caxumba, cuja transmissão é por via respiratória, em alguns ambientes fechados como ônibus e metrôs. E muito mais que proteger das doenças, as vacinas também protegem contra as consequências e sequelas.

Efeitos colaterais

Uma reação que pode acontecer, principalmente em crianças é a febre pelo menos 48 horas após o período da vacina. É uma reação do corpo que está produzindo os anticorpos contra aquela substância presente na vacina e esta tenha o efeito esperado no organismo. Algumas mães, até orientadas por médicos, dão antitérmicos antes da vacina para prevenir, mas o recomendado é esperar a febre se manifestar, pois cada criança vai reagir de um jeito e também muitas, mesmo com 38º graus continuam brincando normalmente, outras não, têm sintomas mais fortes e necessitam de cuidados dos pais e cuidadores. “A orientação é observar a reação da criança e caso a febre se manifeste de forma a deixar a criança sonolenta, enjoada, com falta de apetite, e outros sintomas, o ideal é consultar o médico de família ou pediatra que faz o acompanhamento para checar o melhor medicamento e dose”, ressalta Denize.

SP aplica 760 mil doses de vacina contra polio e sarampo em dois dias de campanha

 

Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados encaminhados pelos municípios, mostra que 760.496 doses de vacinas contra paralisia infantil (poliomielite) e sarampo já foram aplicadas em crianças com idade entre 1 e menores de 5 anos.

O balanço parcial soma as doses disponibilizadas desde sábado, 4 de agosto – ‘Dia D’extra de vacinação realizado exclusivamente no Estado de São Paulo –, até às 15h desta segunda-feira, 6 de agosto, quando a campanha teve início em âmbito nacional.

Foram imunizadas 383.923 crianças contra poliomielite e 377.023 contra sarampo. A população-alvo prevista na campanha é de 2,2 milhões de crianças paulistas. É fundamental que os pais ou responsáveis levem aqueles que ainda não foram vacinados aos postos de vacinação até 31 de agosto, data prevista para encerramento da campanha.

            A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças com idade entre um ano e cinco anos incompletos. A vacina é contra-indicada apenas para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos.

“A vacinação é fundamental para eliminarmos os riscos da circulação destas doenças no Estado de São Paulo. As vacinas são seguras e esperamos que os pais e responsáveis se mobilizem e nos ajudem a atingir a meta de 95% de vacinados no Estado”, afirma Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

Um segundo ‘Dia D’ acontece no próximo dia 18 de agosto, quando os postos de vacinação também estarão abertos em um sábado para a imunização. Mais de 35 mil profissionais estarão mobilizados na campanha do Estado, com suporte de cerca de 3 mil veículos, entre carros, ônibus e barcos. No primeiro “Dia D”, cerca de 4 mil postos fixos de vacinação e 300 volantes estiveram abertos, das 8h às 17h, em todo o Estado.

               Não há registro de casos de paralisia infantil em SP há 30 anos e, desde 2000, não existem casos autóctones de sarampo no Estado.

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