Aluno usa equipamento tecnológico /Divulgação
inteligência artificial
Mais do que usar tecnologia, escola aposta no uso consciente da IA para desenvolver habilidades essenciais do século 21
A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma tendência futura e já faz parte do cotidiano das salas de aula, transformando a forma como alunos aprendem e professores ensinam. O uso dessas ferramentas possibilita identificar dificuldades individuais, sugerir trilhas de aprendizagem personalizadas e tornar as aulas mais dinâmicas, uma mudança comparável ao impacto da chegada da internet no ambiente educacional.
Entre os principais benefícios estão o ganho de autonomia dos estudantes, que passam a aprender em seu próprio ritmo, e a otimização do tempo dos educadores, que podem reduzir tarefas burocráticas e concentrar esforços na mediação do conhecimento. Além disso, plataformas inteligentes contribuem para a inclusão ao adaptar conteúdos a diferentes perfis e necessidades educacionais.

Apesar das vantagens, a adoção da IA requer cautela. Segundo o diretor pedagógico do Colégio Crescer, Anderson Gama, o uso indiscriminado da tecnologia pode comprometer o desenvolvimento do pensamento crítico e da criatividade dos alunos, caso não seja acompanhado por uma orientação pedagógica adequada. “É fundamental investir na capacitação do corpo docente para que a IA seja utilizada de forma correta e em todo o seu potencial. Treinamentos periódicos voltados ao uso ético e pedagógico dessas ferramentas, integração crítica e responsável à prática escolar e suporte técnico são cuidados essenciais”, alerta.
No contexto da inclusão, a inteligência artificial se apresenta como uma grande aliada. De acordo com o educador, a tecnologia auxilia na adaptação de materiais didáticos, na personalização de atividades, na criação de recursos visuais para avaliações e no ajuste de conteúdos às necessidades específicas de cada estudante, tornando o aprendizado mais acessível. “A aplicação dessas ferramentas impacta diretamente na formação e no desenvolvimento de capacidades individuais. A sociedade está em constante transformação, e a educação precisa se antecipar às competências que serão exigidas dos alunos quando ingressarem no mercado de trabalho”, destaca.
Mesmo com o avanço tecnológico, Anderson reforça que o papel do professor permanece central no processo de ensino-aprendizagem. “O educador continua sendo o principal mediador, responsável por dar sentido ao conhecimento, estimular o pensamento crítico e promover valores humanos. A IA deve ser utilizada como um meio para potencializar a aprendizagem, sem abrir mão do diálogo, da escuta e da sensibilidade”, afirma. “Nenhuma tecnologia substitui o olhar atento, a empatia e o incentivo que só um professor pode oferecer. A inteligência artificial só cumpre seu papel transformador quando orientada por um olhar humano comprometido com a educação”, conclui.
