Indústrias enfrentam novos desafios no mercado global / Divulgação Banco de Imagens
A pesquisa de Sondagem Industrial de setembro do Ciesp – Regional Campinas identificou o potencial de impacto e riscos da indústria regional, nos próximos 12 a 24 meses. Para mais da metade das empresas associadas- 55% – , as revisões na política tributária e fiscal estão entre as maiores preocupações da indústria regional, incluindo mudanças em alíquotas, implementação de reformas na arrecadação e ajustes no ambiente fiscal.
Nessa mesma questão, 18% das respondentes apontaram riscos em governabilidade e estabilidade institucional, que são a capacidade de aprovação de pautas do setor produtivo e a previsibilidade nas diretrizes dos poderes públicos. Os impactos de ciclos eleitorais e volatilidade de mercado , incertezas normais de períodos eleitorais, que afetam a tomada de decisão para investimento e câmbio, também impactam 18% das empresas. Nenhuma empresa apontou o item atualizações e eficiência regulatória , que são novas exigências ambientais, trabalhistas ou de tecnologia. E apenas 9% da indústria regional assinalou nessa pesquisa, nenhum impacto e/ou risco .
O diretor Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que os indicadores da Sondagem Industrial de setembro, mostram que produção e capacidade utilizada melhoraram na margem, mas isso não se traduziu em lucratividade nem em apetite de investimentos. “Pelo contrário, ambos pioraram bastante. Combinado com custos em alta e inadimplência subindo, o quadro sugere margens espremidas e empresas produzindo mais, mas ganhando menos e mais cautelosas para investir”, acrescentou.
“A pesquisa também apontou alguns alertas de preocupação, como as revisões na política fiscal e tributária, mudanças em alíquotas, implementação de reformas na arrecadação e ajuste no ambiente fiscal do País. Dependendo do próximo governo, poderemos ter surpresas positivas ou negativas”, ressaltou o diretor.

Balança Comercial cresce no acumulado de agosto
O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, avalia que, embora nos primeiros meses do ano a Balança Comercial Regional tenha apresentado queda, no acumulado até agosto os percentuais foram de crescimento – 1,59% nas importações e 4,97% nas exportações.
Em agosto de 2026 o valor exportado foi de US$ 320 milhões – 4,59% maior que em agosto de 2025.
Já as importações em agosto de 2026 foram de US$ 1,4 bilhão – 10,90% maior que em agosto de 2025.
A corrente de comércio exterior regional (soma das exportações e importações) em agosto de 2026 foi de US$ 1,7 bilhão – 9,71% maior que em agosto de 2025. O acumulado da corrente de comércio exterior é de US$ 12,1 bilhões – 2,26% maior que no mesmo período do ano passado.
Em agosto de 2026, os principais municípios exportadores da Regional Campinas do Ciesp foram, pela ordem: Campinas (34,40%), Paulínia (21,88%), Sumaré (10,51%), Mogi Guaçu (8,59%) e Valinhos (5,69%).
Já os municípios que mais importaram foram: Paulínia (42,43%), Campinas (25,65%), Sumaré (8,51%), Hortolândia (6,75%) e Jaguariúna (5,69%).
Os três principais destinos das exportações da indústria regional em agosto de 2026 foram: Estados Unidos (US$ 65,90 milhões – 20,56%), Argentina (US$ 34,76 milhões – 10,85%) e México (US$ 16,66 milhões – 5,20%).
Para as indústrias da região, o principais países de origem das importações são China (US$ 477,85 milhões – 32,55%), Estados Unidos (US$ 210,52 milhões – 14,34%) e Coreia do Sul (US$ 115,74 milhões – 7,88%).

Anselmo Riso, diretor do Comex_Ciesp-Campinas/Foto: Roncon&Graça.Com
