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Jornal de Campinas

Esquecimento frequente é sinal de Alzheimer?

Imagem Alzheimer

Diagnóstico de Alzheimer exige vários exames/ Imagem divulgação

Alzheimer

Veja como diferenciar o esquecimento normal do patológico

 

Perder a chave de casa, esquecer o nome de um conhecido ou travar no meio de uma frase em busca de uma palavra são episódios comuns entre idosos, que costumam gerar apreensão sobre o risco de Alzheimer. Na maioria das vezes, esses eventos representam apenas o envelhecimento natural do cérebro ou o estresse diário, mas o sinal de alerta acende quando a falha de memória se torna constante e impede a realização de tarefas básicas sem ajuda, marcando a transição do esquecimento fisiológico para o quadro que exige investigação médica.

A perda progressiva da autonomia e a desorientação em locais conhecidos são os principais indicativos de que a saúde cognitiva precisa de avaliação rápida. “A falha ocasional de memória faz parte do envelhecimento normal do corpo e não significa um diagnóstico de demência. O problema real surge quando o esquecimento passa a comprometer o desempenho no trabalho ou a convivência familiar. O foco inicial deve ser entender o comportamento e a rotina do idoso, usando os exames de imagem e de sangue apenas como ferramentas de apoio no consultório”, explica o Dr. Hugo Pazianotto, cardiologista do Laboratório Franceschi.

A busca por respostas precoces impulsionou o desenvolvimento de testes laboratoriais que dosam marcadores no sangue ou no líquido espinhal para identificar proteínas associadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide e a tau. No entanto, o especialista pondera que exames com sensibilidade mais baixa — ou seja, com menor capacidade de identificar o vírus ou a alteração em fases muito iniciais ou com pouca quantidade de proteína no organismo — podem falhar na detecção e gerar falsos negativos.

“Nenhum teste de laboratório isolado fecha o diagnóstico de Alzheimer por si só. Um exame com sensibilidade reduzida para determinados estágios da doença pode apresentar um resultado aparentemente normal e passar uma falsa sensação de segurança, atrasando o início do acompanhamento. É por isso que esses marcadores precisam obrigatoriamente ser cruzados com testes de cognição e com a avaliação neuropsicológica completa”, ressalta Pazianotto.

A identificação precoce das alterações de memória permite aplicar estratégias que desaceleram a evolução dos sintomas e garantem mais qualidade de vida na terceira idade. Diante de falhas frequentes de atenção ou memória, a orientação é procurar atendimento médico especializado para a realização de exames clínicos e neurológicos completos.

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