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Jornal de Campinas

Café Filosófico debate como diferentes culturas podem transformar a maneira de pensar a tecnologia

Cafe Filosofico CPFL Divulgacao

Café Filosófico CPFL: palestras gratuitas_Divulgação

 

Gravação do encontro com o filósofo Daniel Omar Perez será realizada na quinta-feira (24), em Campinas; conversa aborda conceitos do pensador chinês Yuk Hui sobre tecnologia, inteligência artificial e diversidade de modos de pensar

Filosofo Daniel Omar Perez Divulgacao
Filósofo Daniel Omar Perez/Foto: Emília Ferrari

A tecnologia é realmente universal? Ou diferentes culturas podem desenvolver maneiras próprias de compreendê-la e utilizá-la? Essas são algumas das questões que orientam o próximo encontro do Café Filosófico CPFL, que encerra a programação de setembro dedicada à filosofia e ao pensamento chinês contemporâneo.

Na próxima quinta-feira, 24 de setembro, às 19h, será realizada, no Instituto CPFL, em Campinas, a gravação do encontro do Café Filosófico CPFL com o professor e filósofo Daniel Omar Perez, que participa da conversa “A questão da tecnologia na China hoje”. O encontro é gratuito e integra a programação da 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, que celebra, em 2026, o Ano da Cultura China-Brasil.

Além da participação presencial, a gravação será transmitida ao vivo pelo canal do Café Filosófico CPFL no YouTube, permitindo que o público acompanhe a conversa em tempo real.

A discussão parte do pensamento do filósofo chinês Yuk Hui, que questiona a ideia de uma tecnologia universal e propõe uma reflexão sobre como diferentes culturas constroem relações próprias entre tecnologia, conhecimento e suas visões de mundo.

 

E se não existisse uma única maneira de fazer tecnologia?

Yuk Hui desenvolve o conceito de “cosmotécnica”, segundo o qual cada cultura estabelece uma relação própria entre tecnologia e sua visão de mundo. A partir dessa ideia, o filósofo propõe a “tecnodiversidade” como alternativa à homogeneização tecnológica.

A discussão ganha ainda mais relevância com o avanço da inteligência artificial e levanta uma questão: os sistemas tecnológicos que usamos hoje refletem apenas uma forma específica de pensar o mundo?

Inteligência artificial para além da lógica dominante

Ao discutir a inteligência artificial, Yuk Hui questiona a busca por uma IA geral, desenvolvida a partir de uma lógica predominantemente ocidental.

Como alternativa, propõe pensar em “IAs múltiplas”, capazes de incorporar diferentes tradições filosóficas e formas de conhecimento. A proposta abre espaço para discutir até que ponto a inteligência artificial pode reproduzir valores e visões de mundo presentes nos dados e modelos utilizados em seu desenvolvimento.

 

Tecnologia como questão cosmopolítica

Para Yuk Hui, discutir tecnologia também significa discutir como queremos habitar o mundo. Por isso, a questão da inteligência artificial não é apenas técnica: envolve escolhas culturais, políticas e sociais.

A reflexão coloca em debate a possibilidade de construir tecnologias mais diversas, capazes de considerar diferentes formas de conhecimento e as relações entre seres humanos, máquinas e o meio em que vivemos.

 

Serviço:

Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos
Quando: às quintas-feiras de setembro
Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP)
Programação:
24/09, quinta-feira, às 19h – “A questão da tecnologia na China hoje”, com Daniel Omar Perez
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h

 

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