Indústria Regional demite pelo terceiro mês consecutivo

O nível de emprego na indústria da região de Campinas foi negativo pelo terceiro mês consecutivo. Apesar do otimismo do empresariado regional, apontado em pesquisa do Ciesp-Campinas, divulgada na manhã desta terça-feira, o aumento do número de desempregados mostra que o quadro ainda é muito preocupante. Em janeiro deste ano, ao contrário dos últimos cinco anos, foram fechados 450 postos de trabalho. A última vez que isto havia acontecido foi em janeiro de 2012, quando a indústria regional havia demitido 100 trabalhadores. Para se ter uma ideia do grau de oscilação, em janeiro do ano passado a indústria regional havia contratado 1.550 trabalhadores. A direção do Ciesp-Campinas não soube apontar as causas diretas que possam ter provocado este quadro negativo e prefere aguardar para observar o cenário nos próximos meses. Considerando o total de contratações e demissões nos últimos 12 meses, o quadro indica o fechamento de 750 postos de trabalho.

Um dado que chama a atenção é o aumento da utilização da produção instalada. 46,66% dos respondentes estão com ocupação entre 70,1% e 80%. 13,33% indicaram que tem utilização da capacidade de produção instalada entre 80,1% e 100%.

Outro dado importante é que mais de 38% dos empresários disseram que o volume de produção das empresas diminuiu em relação ao mês anterior.

Mesmo com o resultado negativo, o índice de confiança dos empresários subiu de 64,3% pontos em dezembro de 2018 para 65,7% pontos em janeiro deste ano. O grau de otimismo em relação ao novo governo também é altíssimo, sendo que 96,67% concordaram que o novo governo significa mais confiança no cenário econômico. Curiosamente, apesar deste otimismo, esta condição não resultou em novos investimentos e, consequentemente, também não proporcionou novas contratações.

50% dos empresários que participaram da pesquisa responderam que não irão investir este ano e apenas 23,33% disseram que irão ampliar o número de máquinas. Segundo o diretor –titular do Ciesp-Campinas, José Nunes Filho, as empresas não conseguem investir por dois fatores principais: taxa de juros exorbitante e o alto grau de endividamento das empresas.

Comércio Exterior

Os números apresentados em janeiro também não foram favoráveis quando o tema é Comércio Exterior. Embora a corrente(exportação+importação) tenha apresentado um ligeiro aumento, o que é positivo, o déficit na balança comercial regional foi superior a 66 milhões de dólares. No ano passado, o déficit da balança comercial da região já havia sido de 6,4 bilhões de dólares.

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