Jornal de Campinas

Indústria regional mantém quadro de estabilidade

Ciesp Valmir Caldana e Anselmo Riso Divulgacao

Ciesp_Valmir Caldana e Anselmo Riso/Divulgação

Indústria regional

Comércio Exterior do Ciesp-Campinas sugere buscas por novos mercados internacionais 

 

A Sondagem Industrial de agosto apresentada pelo Ciesp-Regional Campinas, nessa terça (26), aponta estabilidade em vários índices econômicos da indústria regional.  A pesquisa, realizada com as empresas associadas, em forma de questionários, aborda as expectativas para o setor incluindo vendas, lucratividade, produção, inadimplência e outros fatores.

 

O Departamento de Comércio Exterior da entidade comentou sobre as estratégias que as empresas precisam adotar para o futuro, diante dos impactos do tarifaço dos Estados Unidos.

 

O vice-diretor do Ciesp-Campinas, Valmir Caldana, destacou a importância nesse momento das indústrias buscarem mercados alternativos ao dos Estados Unidos, uma vez que a tarifa de 50% para produtos brasileiros inviabiliza a compra pelos importadores americanos.

 

“Essa é a dinâmica das empresas atualmente. Diversificar o mercado e encontrar compradores que paguem igual ou melhor. Se encontrar compradores, dificilmente voltará para o mercado dos Estados Unidos”, acrescentou Caldana.

 

 

Ajuda do governo

 

Na avaliação do diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, a linha de crédito de R$ 30 bilhões, do Fundo Garantidor de Exportações, liberada pelo Governo Federal dá um alívio importante para as empresas que estão sendo impactadas pelo tarifaço americano, mas é preciso ter clareza que se trata de uma solução emergencial de curto prazo.

 

Riso explicou que o grande desafio está na abertura de novos mercados internacionais, o que é sempre um processo demorado, envolvendo negociações comerciais, exigências regulatórias, muitas vezes até a adaptação de produtos.

 

“Embora o financiamento temporário seja muito bem-vindo para dar um fôlego imediato ao caixa das empresas, ele não substitui a necessidade de uma estratégia de médio e longo prazo. As empresas vão precisar diversificar destinos, investir em inovação, buscar acordos comerciais mais robustos, para reduzir as dependências de mercados que hoje se mostram estáveis. Em resumo, o pacote ajuda, mas não resolve. O verdadeiro caminho é fortalecer a competitividade e ampliar a presença global do Brasil para que choques externos como este tenham um impacto cada vez menor no futuro”, finalizou o diretor de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas.

 

 

Sondagem Industrial 

 

Especificamente aos indicadores da Sondagem Industrial referentes a agosto, o resultado, em comparação ao mês anterior, registra que o volume de produção permaneceu estável (para 64% das associadas); número de funcionários também estável (para 91%); faturamento (64% estável); inadimplência (inalterada para 91% delas) e endividamento (também estável para 91%).

 

O nível de utilização atual da capacidade instalada de produção das empresas associadas está entre 50,1% e 100% – para todas as que responderam essa pesquisa.

 

 

Balança Comercial Regional 

 

Anselmo Riso, diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, divulgou os números da Balança Comercial Regional.

Em julho de 2025 o valor exportado foi de US$ 319,5 milhões – 16,02 % maior que em julho de 2024. O acumulado no ano (período de janeiro a julho) foi de US$ 2,039 bilhões – 2,65% maior que no mesmo período anterior.

Já as importações no mesmo mês foram de US$ 1,449 bilhão – 31,7% maior do que em julho do ano passado. O acumulado no ano é de US$ 8,186 bilhões – 18,38% maior que no mesmo período de 2024.

O déficit em julho de 2025 foi de US$ 1,130 bilhão – 36,06% maior que o registrado em julho de 2024. O déficit acumulado no ano é de US$ 6,144 bilhões – 24,72% maior que no mesmo período de 2024.

A corrente de comércio exterior regional (soma das exportações e importações) em julho de 2025 foi de US$ 1,769 bilhão – 28,07% maior que em julho de 2024. A corrente acumulada em 2025 é de US$ 10,223 bilhões – 14,87% maior que no mesmo período de 2024.

 

Principais exportadores

 

Em julho de 2025, os principais municípios exportadores da Regional Campinas do Ciesp foram, pela ordem:

Campinas (30,26%), Paulínia (27,43%), Sumaré (9,10%), Mogi Guaçu (8,57%) e Valinhos (4,80%).

Os três principais destinos das exportações da indústria regional em julho de 2025 foram: Estados Unidos (US$ 57,13 milhões – 17,88%), Argentina (US$ 50,42 milhões –15,78%) e México (US$ 17,92 milhões – 5,61%).

 

Importadores

 

Já os municípios que mais importaram foram: Paulínia (46,95%), Campinas (19,65%), Hortolândia (8,09%), Sumaré (7,82%), Jaguariúna (6,60%) e Valinhos (5,92%). O percentual do município refere-se a sua participação em relação ao total da Regional no Balanço Mensal.

Principais países de origem das importações para a região:  China (US$ 424,66 milhões – 29,29%), Estados Unidos (US$ 255,72 milhões – 17,64%) e Suíça (US$ 84,95 milhões – 5,86%).

 

Videodepoimento – Anselmo Riso –https://youtu.be/1md-vaOrmc0

 

Perfil

 

 O Ciesp-Campinas conta com 590 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios da região. O faturamento conjunto das empresas associadas é de R$ 53 bilhões ao ano. Conjuntamente essas empresas empregam 97.954 colaboradores.

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