Propostas para reforma do Convivência são abertas

Maio 29 • Arquitetura, Arte e Cultura, CidadeNenhum comentário em Propostas para reforma do Convivência são abertas

Os envelopes com as propostas da licitação da primeira fase das obras de recuperação do Centro de Convivência Cultural de Campinas foram abertos na manhã desta sexta-feira, dia 29 de maio, em sessão pública na Secretaria Municipal de Administração, no sexto andar do Paço Municipal. Dez empresas estão participando da licitação: Consórcio OTT (constituído pelas empresas OTT Engenharia de Obras Ltda. e OTT Construções e Incorporações Ltda.), com proposta de R$ 20.064.406,75; Consórcio Concrepoxi – CG (constituído pelas empresas Concrepoxi Engenharia Ltda. e CG Construções Ltda., com R$ 18.962.637,18; Scopus Construtora & Incorporadora Ltda., oferecendo R$ 19.656.035,24; 2N Engenharia Ltda., com valor de R$ 18.823.581,89; Augusto Velloso Engenharia S.A., com proposta de R$ 22.039.088,39; Construtora Progredior Ltda., com R$ 17.895.453,20; Teto Construtora S/A, com valor de R$ 18.279.037,12; Rodoserv Engenharia Ltda., com proposta de R$ 19.440.485,36; Lopes Kalil Engenharia e Comércio Ltda., com R$ 20.056.080,88; e RAC Engenharia S/A, com valor de R$ 21.679.118,08.      

A partir da abertura, as propostas serão encaminhadas para a Secretaria Municipal de Infraestrutura. A documentação passará por avaliação técnica dos itens e verificação de suas conformidades com o solicitado no edital. “Estimamos o prazo para análise em cerca de 30 dias”, diz o secretário de Infraestrutura de Campinas Pedro Leone.      

Após análise da Infraestrutura, o processo retornará a Comissão de Licitação para publicação do resultado de julgamento e classificação das propostas, com um prazo de cinco dias para recursos. O passo seguinte é a publicação da homologação do resultado da licitação e, posteriormente, assinatura do contrato. O menor preço oferecido entre as propostas validadas vence.      

Recuperação  

A concorrência nº 01/2020 cobre a recuperação estrutural, com intervenções no sistema de drenagem, eliminação de infiltrações, de fissuras e reparos em ferragens; impermeabilização e substituição completa das redes elétrica e hidráulica. Também serão feitas as adequações para acessibilidade e para atender as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.       Em 28 de janeiro foi publicado o aviso de licitação para a obra. As empresas interessadas puderam entregar os envelopes com as propostas até o dia 3 de março. No dia 4 de maio, foi publicado no Diário Oficial do Município o resultado de julgamento de habilitação das empresas para participar da concorrência. Neste dia 29 de maio, foi a sessão pública de abertura dos envelopes com as propostas.      

A verba para a realização da obra virá de um convênio com o Governo do Estado de São Paulo, assinado em 18 de dezembro do ano passado, que garantiu à Prefeitura de Campinas receber recursos de R$ 19,1 milhões para a primeira fase de recuperação do complexo cultural. No futuro, em uma segunda etapa, deverão ser atualizados os equipamentos da área cênica, de iluminação e acústica do teatro.      

O projeto para a reforma do local, uma referência para as artes em Campinas, foi realizada pela empresa Falcão Bauer, a partir de um Termo de Acordo de Compromisso (TAC) firmado com a Prefeitura. Vários testes foram realizados para confirmar que a estrutura do anfiteatro, do teatro subterrâneo e demais instalações que compõem o Centro de Convivência, não estavam comprometidas e tinham condições estruturais que suportassem sua utilização. Em dezembro de 2014, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas se apresentou no anfiteatro em um concerto de final de ano para celebrar a boa notícia de que a demolição fora descartada. Marco histórico  

O Centro de Convivência Cultural de Campinas (CCCC) faz parte da história da cidade desde 9 de setembro de 1976, quando foi inaugurado. Fica na Praça Imprensa Fluminense e tem projeto original do arquiteto Fábio Penteado.      

A área total do teatro do Centro de Convivência é de cerca de 6 mil metros quadrados, sendo 4 mil de área externa (teatro de arena) e 2 mil de área interna (sala de espetáculo, salas de ensaio, galeria, áreas técnica e administrativa, banheiros e camarins).       O espaço já foi palco para grandes apresentações, peças teatrais e shows com artistas de projeção nacional e internacional. Desde a inauguração, o teatro e anfiteatro nunca passaram por uma reforma completa e estrutural como a que será realizada por meio do convênio com o Governo do Estado.

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