Jornal de Campinas

Médica alerta para saúde do intestino

A dama, o vagabundo e suas inversões

Nossas atitudes refletem na sociedade

Responsável por manter o corpo em harmonia, confira algumas dicas e cuidados para o bom funcionamento do órgão

Já se sabe que o intestino é nosso segundo cérebro. A flora intestinal, também conhecida por microbiota intestinal, influencia diretamente nas funções do organismo, tanto nas metabólicas quanto nas imunológicas. Segundo a médica clínica geral, diretora da Higia Clinic, Marcia Simões, quando essa flora não está em harmonia, pode levar a problemas como diabetes, síndrome metabólica, síndrome do intestino irritável, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer.
“Alerta também para as funções cerebrais: o intestino e o cérebro são diretamente ligados. É no intestino que se produz cerca de 80% da nossa serotonina, um neurotransmissor responsável por nossas sensações, tanto físicas, quanto emocionais”, afirma.

Além de colocar o corpo em harmonia, aumentar nossa imunidade e regular o metabolismo, um intestino saudável é responsável também pela nossa sensação de alegria, inteligência emocional, bem-estar e relaxamento. “A expressão enfezada vem daí: do mau funcionamento do intestino”, lembra.

Uma alimentação saudável e equilibrada é essencial para que o órgão funcione em harmonia. A médica alerta para o consumo de água, essencial para o bom funcionamento do órgão. “Além disso, evitar alimentos processados, ingerir fibras, verduras e frutas deve ser um hábito diário”, explica.

Atenção para alguns fatores que influenciam na microbiota intestinal, como doenças, medicamentos e o estresse. “É importante avaliar o paciente como um todo, tanto com os exames sanguíneos, quanto os físicos e mentais, para direcionar o indivíduo para uma alimentação que busque o equilíbrio e harmonia do corpo”, completa Marcia.

Modulação Intestinal
A nutricionista da Higia Clinic, Daniele Dominoni, realiza um protocolo de modulação intestinal, que possibilita o equilíbrio da microbiota e, consequentemente, menor incidência de disbiose, um desequilíbrio causado por alteração quantitativa ou qualitativa dos micro-organismos presentes no intestino. Segundo a especialista, o padrão alimentar que mais prejudica a microbiota é chamado de “ hight fat diet” – gorduras ruins , alimentos ultra processados, excesso de açúcares e aditivos.

Uma dieta com padrão mais natural possível é capaz de promover a integridade da parede intestinal. A modulação intestinal traz o método dos 6 Rs: retirar – os agentes patógenos e agressores; reparar – a integridade das estruturas lesadas; recolocar – ajuste da dieta e suplementos para recolocar micro e macro nutrientes, enzimas digestivas importantes no processo; reinocular – reestruturação de barreiras imunológicas; reequilibrar – verificar se já está em equilíbrio e, reavaliação – rever e avaliar resultados.
O protocolo foi desenvolvido pelo Instituto de Medicina Funcional (IFM) e é indicado para quem sofre de disbiose e alergias alimentares. “O intestino humano abriga milhares de bactérias que mantém um estado de simbiose. A microbiota exerce um papel de suma importância para o organismo, como controle da proliferação de bactérias patogênicas, estímulo do sistema imune, regulação da absorção de nutrientes, participação na produção de vitaminas e minerais, estímulo de síntese de hormônios intestinais entre outras funções”, finaliza a nutricionista.

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