Jornal de Campinas

65% das indústrias da região de Campinas declaram impacto do conflito no Oriente Médio

Industria nacional ganha com programa do Governo Federal Divulgacao Banco de Imagens

Indústrias apontam impactos do conflito no Oriente / Divulgação Banco de Imagens

O Ciesp – Regional Campinas apresentou nesta terça,  28 de abril, a Pesquisa de Sondagem Industrial de Abril, realizada com as empresas associadas, abordando os principais indicadores de desempenho industrial. A Sondagem também mostrou os reflexos do conflito no Oriente Médio e o impacto nos custos e operações na indústria regional.

Jose Henrique Toledo Correa Diretor Ciesp Campinas Credito RonconGraca Com
José Henrique Toledo Correa_Diretor Ciesp-Campinas /Foto: Roncon&Graça Com

Para 36% das empresas associadas, o conflito no Oriente Médio está provocando um impacto severo nos seus custos de produção; 7% delas apontam interrupção ou atrasos na cadeia logística e 22% indicam impacto moderado com a necessidade de ajustes preventivos. Para 35% das respondentes até o momento não há impacto perceptível. Dessa forma, 65% da indústria da região de Campinas já aponta reflexos em suas operações em razão desse conflito.

O diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que a crise geopolítica já impacta as indústrias da região, mas a retração também se dá “pelas altas taxas de juros e de inflação e gasto público. Tudo isso faz com que as empresas tenham o seu dia a dia prejudicado, corroborando para que haja uma queda na produção e nas vendas”.

Na Sondagem Industrial de abril, 50% das respondentes afirmaram que o volume de produção diminuiu, em relação ao mês anterior. No mesmo período, também 50% das associadas apontaram queda no faturamento.

José Henrique também apontou como preocupante o aumento dos custos de matérias-primas para 75% das associadas e 43% delas também registraram alta no custo de energia, em relação ao mês anterior.

O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso afirmou que o primeiro trimestre do ano mostra “uma retração moderada nas importações”. Na avaliação dele, se o conflito geopolítico se estender para os próximos meses, o comércio exterior terá uma pressão adicional e as empresas da região de Campinas terão que buscar rotas alternativas de comércio, para amenizar seus prejuízos.

 

Balança Comercial Regional 

Anselmo Riso, analisou os números da Balança Comercial Regional.  Em março de 2026 o valor exportado foi de US$ 276 milhões – 5,95% menor que em março de 2025. O acumulado em 2026 é de US$ 820 milhões, 2,29% menor que no mesmo período do ano anterior.

Já as importações em março de 2026 foram de US$ 1,2 bilhão – 20,92% maior que em março do ano passado. O acumulado é de US$ 3 bilhões – 2,41% menor que no mesmo período anterior.

déficit em março de 2026 foi de US$ 991 milhões – 31,42% menor que o registrado em março de 2025. O déficit acumulado é de US$ 2,2 bilhões – 2,45% menor que no mesmo período de 2025.

Em março de 2026, os principais municípios exportadores da Regional Campinas do Ciesp foram, pela ordem: Campinas (36,79%), Paulínia (14,94%), Sumaré (11,11%), Mogi Guaçu (8,73%), Valinhos (6,54%).

E, os municípios que mais importaram foram: Paulínia (37,99%), Campinas (27,07%), Hortolândia (9,10%), Sumaré (7,03%), Jaguariúna (6,78%).

Os três principais destinos das exportações da indústria regional em março de 2026 foram: Argentina (US$ 40,68 milhões – 14,69%), Estados Unidos (US$ 36,86 milhões – 13,31%), México (US$ 15,90 milhões – 5,74%).

Principais países de origem das importações para a região em março de 2026: China (US$ 361,20 milhões – 28,49%), Estados Unidos (US$ 172,84 milhões – 13,63%) e Índia (US$ 93,46 milhões – 7,37%).

 

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