Julho Verde: o cuidado começa pela boca

Dra. Monique Regalin e Dra. Bruna Sabino/Divulgação

O câncer de cabeça e pescoço representa a segunda maior incidência da doença entre os homens e o quinto mais frequente entre as mulheres, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Compreende tumores de lábios, cavidade oral e nasal, faringe, laringe, tireoide e tem como característica não apresentar sintomas na fase inicial, fato que valoriza a prevenção difundida por meio da campanha Julho Verde, de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço.

A cirurgiã-dentista estomatologista Bruna Sabino, do serviço de odontologia oncológica no Centro de Oncologia Campinas, explica que são muitos os tipos de lesões que podem surgir na cavidade oral e que uma parte delas pode vir a evoluir para um tumor maligno, se não tratada precocemente.

“Existem vários tipos de lesões de cavidade oral que podem surgir e às vezes o paciente pode ter uma pré-disposição genética para essas lesões. O paciente pode também adquiri-las através do tabagismo e do alcoolismo, mas atualmente, o meio mais comum é o HPV, o papiloma vírus humano”, especifica

De forma geral, os sintomas do câncer de cabeça e pescoço se assemelham aos de muitas outras doenças e não raramente passam despercebidos, até o problema se agravar. A recomendação é que o paciente fique sempre atento ao surgimento de manchas na região da boca, feridas persistentes, rouquidão, dores de garganta prolongadas, dor de ouvido crônica, infecção na região das gengivas que não melhoram e crescimento de nódulos aumentados – também conhecidos como ínguas.

A boca, explica a cirurgiã-dentista Monique Regalin, do Centro de Oncologia Campinas, deve ser mantida sempre livre de problemas, mesmo os mais comuns, como as cáries. É também relevante tratar as doenças periodontais (inflamação da gengiva) e lesões da mucosa da boca, que potencialmente podem evoluir para um câncer.

Qualquer lesão na boca que não cicatrizar em até sete dias requer atenção e avaliação do cirurgião-dentista. “Com a avaliação profissional, já podemos entrar com o tratamento específico e, se houver alguma hipótese diagnóstica, realizamos uma biópsia. Porém, é importante destacar que nem todas as lesões têm capacidade de evoluir para um câncer”, confirma Monique Regalin.

Garganta também deve ser observada

O câncer de laringe está entre os mais comuns da região da cabeça e pescoço. “Assim como todos os cânceres, quanto mais cedo for o diagnóstico, melhores são as chances de recuperação com tratamentos menos invasivos e menores serão as sequelas. Nessa área em particular de cabeça e pescoço, existe essa preocupação em buscar caminhos para ofertar a melhor qualidade de vida possível ao paciente”, afirma o radioncologista Werner Schlupp, do Centro de Oncologia Campinas (COC).

Novo serviço

A odontologia oncológica é mais um serviço oferecido pelo Centro de Oncologia Campinas para reforçar o perfil de atendimento multidisciplinar da instituição. As cirurgiãs-dentistas Bruna Sabino e Monique Regalin entram para o time de especialistas nos cuidados do paciente com câncer do COC a partir deste mês, com a multimissão de orientar, tratar, prevenir e conscientizar.

O Centro de Oncologia Campinas fica localizado na Rua Alberto de Salvo, 311, em Barão Geraldo, Campinas. O telefone é (19) 3787-3400. Todos os serviços e atendimentos podem ser consultados no site: www.oncologia.com.br 

Clovis Cordeiro

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