Agosto Lilás chama a atenção para rede de proteção à mulher_Imagem Freepik
O Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, reforça a importância da informação, da prevenção e do acesso à rede de proteção às vítimas. A campanha, instituída nacionalmente em 2022, faz referência ao mês em que foi sancionada a Lei Maria da Penha, um dos principais instrumentos de combate à violência doméstica e familiar no Brasil, que completa 20 anos em 2026.
Em Campinas, os números evidenciam que a violência contra a mulher continua sendo um desafio. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o município registrou 1.921 violações de direitos contra mulheres somente neste ano. As violações incluem violência física, psicológica, maus-tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas, entre outras ocorrências.
Apesar da gravidade dos dados, apenas 349 denúncias foram formalizadas, resultando em 258 atendimentos realizados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. O cenário reforça a necessidade de ampliar a conscientização e incentivar vítimas e testemunhas a denunciarem situações de violência.
Segundo a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Juliana Alcoforado, a campanha reforça a importância de informar a população sobre os direitos das mulheres e incentivar o enfrentamento à violência.
“Os números mostram que a violência contra a mulher continua sendo um desafio em Campinas. O Agosto Lilás é uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres, fortalecer a rede de proteção e incentivar vítimas e testemunhas a denunciarem situações de violência. Quanto mais informação e acolhimento, maiores são as chances de romper esse ciclo.”
A advogada destaca que a violência contra a mulher é uma grave violação dos direitos humanos e produz impactos profundos na saúde física e mental das vítimas, além de comprometer sua autonomia, segurança e qualidade de vida.
No Estado de São Paulo, foram registradas 64.957 violações de direitos contra mulheres em 2026. No mesmo período de 2025, entre janeiro e julho, foram contabilizadas 54.443 violações, o que representa um aumento de 19,3%.
Como pedir ajuda e denunciar
A coordenadora reforça que denunciar é um passo fundamental para interromper o ciclo da violência e garantir o acesso à rede de proteção. Entre os principais canais estão:
- 190 (Polícia Militar): para situações de emergência ou risco iminente. Em casos em que a vítima não possa falar livremente, é importante informar o endereço para facilitar a localização da ocorrência;
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia;
- Delegacia de Defesa da Mulher (DDM): Campinas conta com duas unidades especializada no atendimento às vítimas, uma na Av. Dr. Antônio Carlos Sales Júnior, 310 e outra na Rua Ferdinando Panattoni, 590. Também é possível registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas pela Delegacia Eletrônica, disponível 24 horas por dia;
- Disque 100: canal destinado à denúncia de violações de direitos humanos.
Atendimento jurídico gratuito na Faculdade Anhanguera – Campinas
Como forma de ampliar o acesso à Justiça e fortalecer a rede de apoio às mulheres, a Faculdade Anhanguera oferece atendimento jurídico gratuito por meio dos Núcleos de Práticas Jurídicas (NPJ) das unidades Taquaral, Ouro Verde e John Boyd Dunlop. Os serviços são prestados por estudantes do curso de Direito, supervisionados por professores e advogados, contemplando demandas nas áreas de Direito de Família, Direito do Consumidor e ações cíveis, entre outras, conforme a unidade.
Os atendimentos ocorrem mediante agendamento ou por ordem de chegada, de acordo com cada unidade:
Anhanguera Taquaral: Rua Luiz Otávio, 1.313 – Taquaral – Campinas, SP
Anhanguera Ouro Verde: Rua Emília Stefanelli Ceregatti, 160 – Bloco A – Jardim Morumbi – Campinas, SP .
Anhanguera John Boyd Dunlop: Rua José Rosolém, 171 – Sala 1 – Jardim Londres – Campinas, SP .
