Jornal de Campinas

Fundos imobiliários movimentam mais de R$ 1,2 bi em negócios na região de Campinas

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Campinas Aerofoto/Divulgação

Fundos imobiliários

Planejador financeiro explica que movimento dos fundos se antecipa à queda dos juros e pode beneficiar também investidores

Silvio Faria Divulgacao

Planejador financeiro Silvio Faria/Divulgação

Os imóveis destinados para galpões logísticos, prédios comerciais e shoppings centers instalados na região de Campinas com grande potencial de retorno a médio e longo prazo entraram na mira dos Fundos Imobiliários (FIIs). Do segundo semestre de 2025 até a primeira quinzena de janeiro de 2026, pelo menos seis negócios foram anunciados e outros estão em negociações, totalizando a movimentação de R$ 1,235 bilhão.

 

As maiores transações envolvem Fundos Imobiliários ligados a dois shoppings centers de Campinas. No ano passado, a administradora brMall vendeu sua participação no Campinas Shopping por R$ 411 milhões para fundos imobiliários (FIIs) da Vinci, XP e Genial. Em outro negócio milionário no setor, a Sonae vendeu sua participação de 25,9% no Parque Dom Pedro, que é controlado pela Allos, por 625 milhões para um fundo composto por capital de vários family offices.

 

Na segunda quinzena de dezembro, o Fundo Imobiliário do BTG anunciou a venda de um galpão logístico, em Campinas, para a Air Liquide Brasil, em negócio de R$ 15,69 milhões. Logo nos primeiros dias de 2026, as transações de compra e venda tiveram uma aceleração, com dois negócios anunciados. O fundo imobiliário GGRC11 (GGR Covepi Renda) assinou um compromisso de venda de um imóvel logístico vago localizado em Campinas ao fundo VVRI11 (V2 Renda Imobiliária), avaliada em R$ 77 milhões. O imóvel está localizado no bairro Jardim Campineiro.

 

Em outra transação anunciada nos primeiros dias de janeiro, o fundo ALZR11 (Alianza Trust Renda Imobiliária) pagou R$ 29,5 milhões por um imóvel do Grupo Fleury, também em Campinas. O negócio foi fechado no modelo built-to-suit, totalmente locado ao próprio Grupo Fleury, que deverá passar a pagar aluguel pelo uso.

 

Além do valor principal, o contrato prevê um pagamento adicional baseado no desempenho futuro até R$ 7,5 milhões. Há ainda a possibilidade de uma parcela adicional de até R$ 12,6 milhões, caso o Fleury exerça a opção de locação de uma área de expansão de aproximadamente 825 m², correspondente ao terceiro pavimento do empreendimento, atualmente entregue, porém ainda desocupado.

 

Em outra transação, fechada no dia 30 de dezembro, mas informada recentemente, o fundo imobiliário V2 Renda (VVRI11) anunciou, por meio de falto relevante, a compra de um imóvel logístico localizado em Campinas. Segundo comunicação ao mercado, o negócio foi de R$ 77 milhões.

 

Para o planejador financeiro Silvio Faria, os negócios envolvendo os fundos imobiliários na região de Campinas é um movimento de mercado de olho na queda das taxas de juros. “Com a eminente queda de juros no país, os produtos mais conservadores vão começar a render menos nos próximos meses, dessa forma os FIIs se tornam mais atraentes que além da possível valorização do ativo, o investidor terá um aluguel mensal, chamado dividendo, que até o momento em nossa legislação tributária é isento de imposto de renda”, acrescenta.

 

Faria diz que, para os investidores cotistas, é importante entender que esse tipo de produto de investimento é um ativo de renda variável, sendo importante comprar com recursos de baixa necessidade de uso, com o objetivo de carregar as cotas a longo prazo, sendo recomendado ao mínimo 12 meses de manutenção em carteira, para avaliação de performance.

 

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