Campanha intensifica vacinação contra sarampo para crianças e adultos

out 8 • SaúdeNenhum comentário em Campanha intensifica vacinação contra sarampo para crianças e adultos

Todos os centros de saúde participam do esforço. Meta é ampliar a cobertura vacinal e formar uma barreira contra o aumento da doença

Começou nesta segunda-feira, 7 de outubro, e termina no próximo dia 25, a campanha de intensificação da vacina contra o sarampo para crianças de seis meses a menores 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) que ainda não tomaram as doses indicadas para a idade. A vacinação está disponível em todos os centros de saúde da cidade.

O Dia D, idealizado para conscientizar a população sobre a importância da vacina, será no sábado, dia 19. Uma segunda fase da campanha irá intensificar a vacinação de adultos, entre 20 e 29 anos, de 18 a 30 de novembro.

Todos os centros de saúde da cidade também estarão envolvidos nessa etapa. Os horários das salas de vacinas podem ser conferidos no endereço eletrônico http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/vigilancia/vacinacao/SMS_Horario_Salas_de_Vacina_por_UBS.pdf.

Cobertura vacinal

Neste ano, de janeiro a 3 de outubro, a Secretaria de Saúde aplicou 81.161 doses contra o sarampo no município, em todas as faixas etárias, durante o trabalho rotineiro de vacinação e prevenção. No entanto, buscando garantir o máximo da cobertura vacinal, a secretaria vai promover a campanha, que ocorre também em nível nacional.


No início de agosto, a Secretaria de Saúde adotou a estratégia da chamada dose zero, para crianças a partir de seis meses de idade. A medida se antecipou à recomendação do Ministério da Saúde, que dias depois anunciou a medida para o País como um todo.


A dose zero não substitui as de rotina, que devem ser mantidas aos 12 meses, por meio da vacina tríplice viral, e aos 15 meses, por meio da vacina tetraviral, ou pela tríplice viral associada à vacina contra a varicela. A efetividade da vacina é maior para aqueles que tomaram todas as doses recomendadas. Quem não tiver este esquema completo deve procurar um centro de saúde a partir de segunda-feira, até o dia 25 de outubro.


“A vacina é a única forma de interromper a cadeia de transmissão do vírus. Os adultos devem levar as crianças para tomar a vacina, que é segura e está disponível em todos os centros de saúde. Chamamos atenção para a dose zero, considerando que a maior parte dos acometidos pelo sarampo é de crianças menores de um ano, período em que as taxas de complicações e óbitos são maiores porque o sistema imunológico do bebê responde com menos intensidade ao vírus. Mas, o esquema vacinal deve estar completo em todas as faixas etárias”, diz a diretora do Devisa e secretária de Saúde em exercício, Andrea von Zuben.


Segundo Andrea, a vacina não está indicada para bebês com menos de seis meses. Para proteger as crianças dessa idade, os pais devem evitar que elas frequentem aglomerações e manter higienização e ventilação adequadas.


Diante de qualquer sintoma da doença – manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal – é necessário buscar imediatamente um serviço de saúde.


Situação da doença


Dados de novo boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira, 3 de outubro, apontam 78 casos de sarampo confirmados em Campinas. Os casos foram notificados entre 8 de julho e o último dia 3. 
Dos 78 casos, 23 foram constatados em menores de um ano; 20 são em crianças entre um ano e quatro anos; cinco, em crianças entre cinco e nove anos; um entre 10 e 14 anos; quatro entre 15 a 19 anos.

Outros 17 casos ocorreram em adultos na faixa etária entre 20 e 34 anos; sete, na faixa entre 35 e 49 anos de idade. E ainda há um caso entre 50 e 64 anos. Não houve óbitos.


No Brasil

Após ter sido considerado eliminado no Brasil, o sarampo voltou a registrar casos no país em 2018, inicialmente em Roraima e no Amazonas. O impulso para o retorno da doença foi a entrada de casos importados e a baixa cobertura vacinal no Brasil.

A situação fez o Brasil perder o certificado de país livre da doença, que havia sido recebido da Organização Panamericana de Saúde (Opas) em 2016. Contribuiu também a disseminação de informações falsas sobre a vacina.

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