Mariana Conti/_Divulgação CMC
Paulo Bufalo assumirá a vaga deixada pela parlamentar
A vereadora Mariana Conti (PSOL) foi eleita neste domingo, 3 de outubro, deputada estadual com 126.344 mil votos após a totalidade das urnas paulistas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Ela assume sua cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo a partir de 1º de fevereiro de 2027. Em seu lugar na Câmara Municipal de Campinas tomará posse Paulo Bufalo, primeiro suplente do partido.
“Foi uma vitória dos movimentos sociais, dos movimentos de luta, do feminismo, do apoio ao serviço público e contra o colonialismo. Estive nesses últimos anos no combate as injustiças, estive na flotilha de apoio aos refugiados da Faixa de Gaza entre outros movimentos contra a destruição da natureza e o processo de expansão das privatizações. O resultado é fruto do trabalho e do coletivo que esteve ao nosso lado durante esses períodos difíceis que estamos vivendo”, disse a vereadora em entrevista ao vivo para a TV Câmara Campinas.
Com a expressiva votação desde domingo, Mariana mais que dobrou os votos que obteve nas eleições de 2022, quanto atingiu a marca de 43.988 votos. Mariana foi a vereadora mais bem votada entre os 33 parlamentares eleitos na cidade em 2024, tendo obtido 14.356 votos para o Legislativo 2025/2028. A parlamentar repetiu o feito da eleição anterior, quando já havia sido a mais bem votada para a Legislatura 2021-2024 (10.886 votos.) Mariana também é a mulher com maior número de mandatos – está no terceiro consecutivo – da história da Câmara desde que a Casa de Leis foi fundada, em 1797.
Campineira, socióloga e mestre em sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mariana Conti iniciou na militância aos 17 anos, no Movimento Estudantil da Unicamp, e foi coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Entre outros movimentos, participou das lutas em defesa da educação pública, pelo passe livre e em defesa dos direitos das mulheres.
A parlamentar é feminista, ativista do movimento em defesa da diversidade sexual e em defesa dos direitos humanos. É filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e compõe o Diretório Nacional da legenda. Eleita vereadora pela primeira vez em 2016 – com 6.956 votos – foi a única mulher da Legislatura 2017-2020 e, na ocasião, a quarta vereadora mais votada no pleito e, já a partir daquela votação, a mulher mais votada da história de Campinas, com um número recorde que veio batendo nas eleições subsequentes.
Texto e Foto: Câmara Municipal de Campinas
