Campinas é a primeira Metrópole brasileira sem ser capital

De acordo com a nova metodologia e os dados divulgados pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  Campinas agora também é considerada metrópole. Para o instituto, o país tem três novas metrópoles; além de Campinas, que é a única a ser considerada metrópole no País sem ser uma capital estadual,  Vitória, no Espírito Santo, Florianópolis, em Santa Catarina.

Os motivos que credenciaram Campinas a se tornar uma nova metrópole é o fato de ser um polo tecnológico muito importante, tem uma universidade universidade estadual e é um grande centro educacional, e abriga importantes centro de pesquisas, com equipamentos ímpares, como o acelerador de partículas ( só há dois na América Latina, um deles em Campinas). Com mais de 1 milhão e 200 mil habitantes, a cidade está situada em um importante eixo logístico para a economia brasileira, servida por algumas das mais importantes rodovias do País e sede do Aeroporto Internacional de Viracopos, um dos mais importantes do país e o primeiro em volume de cargas.

Além disso, a cidade é um certo de referência para toda a Região Metropolitana de Campinas, atendendo em vários sentidos, as 20 cidades da região e outras 20, até mesmo de outros estados, que buscam serviços médicos.

Em 2015, o articulista do Jornal do Castelo, Guilherme Paes Leme Cordeiro, então

Graduando em Geologia e Geografia pela UNICAMP, já entendia Campinas como uma Metrópole. Leia o artigo

Metrópole

            Campinas pronuncia sua importância no cenário urbano brasileiro. Neste sentido, o município tem apresentado grandes projetos de crescimento espacial e econômico. Ao mesmo tempo, os tecnopólos, próximos ao distrito de Barão Geraldo, apontam para a pujança da região, na pesquisa e desenvolvimento e no conhecimento científico. As universidades e faculdades, da mesma forma, convivem neste universo.

            Os planos diretores da prefeitura, modificados ao longo dos anos, são ferramentas de organização deste crescimento. Neste contexto, fica clara a existência de projetos e obras de adequação do centro da cidade. Dentre eles, a requalificação da Avenida Francisco Glicério, com influência direta na estética visual e na acessibilidade na área de revitalização.

            O momento que Campinas experimenta é especial. Evidentemente, os problemas de saúde, transporte e educação pública podem persistir. No entanto, é importante tomar ciência dos grandes processos de urbanização que Campinas reflete nesta década. Observa-se o despertar de um centro aeroviário com o avanço de redes e fluxos nacionais, o aeroporto de Viracopos. A região do Ouro Verde, por sua vez, caminha para uma maior autonomia política. A região metropolitana de Campinas, não distante, exalta as relações econômicas e políticas entre os municípios vizinhos.

            Se, por um lado, as vias transbordam de veículos em certos horários, os centros de compras tornam-se lotados, e os centros de serviço provocam filas intermináveis, os sinais de crescimento da cidade ficam claros. Ao passo em que a estrutura e aparelhos urbanos, nem sempre, tem capacidade de atender a esta demanda. Mais uma vez, a urgência das requalificações, dos planos diretores e da adequação do espaço urbano a este momento que Campinas está participando, é vital.

            Finalmente, fala-se em metropolização de Campinas. Estes processos que a população experimenta, tem reflexos diretos em seu cotidiano. A cultura urbana, igualmente, desponta como a expressão artística deste estilo de vida. Os parques respiram vida aos finais de semana. Os shoppings, grandes centros comerciais, por hora, atraem o consumo de cidades vizinhas. A transformação da cidade cafeeira do século XVIII, portanto, tem como resultado uma metrópole em plena ascendência.  Somos parte, fazemos, assim, história.

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