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desinformação sobre o câncer de mama
Até a próxima sexta-feira (03/04), a SBM veicula conteúdos diários em linguagem clara e objetiva em seus canais para alertar a população sobre os mitos da doença propagados em redes sociais
Ao longo desta semana, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) realiza uma ação para combater a desinformação e fake news sobre o câncer de mama. Até a próxima sexta-feira 03 de abril, vídeos diários veiculados nos canais da entidade alertam a população sobre uma doença que deve chegar a 78.610 casos a cada ano do triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Com a proposta de alcançar o público consumidor de conteúdo em redes sociais, a estratégia visa esclarecer mitos propagados como verdadeiros, mas que na realidade não têm qualquer embasamento médico ou científico.
“A desinformação tornou-se um alto fator de risco que afeta a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama no Brasil”, afirma o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da SBM.
Em vídeos curtos, com linguagem clara e objetiva, que contam com a participação de pacientes e especialistas, a SBM coloca em prática uma proposta de comunicação para levar informações corretas a mulheres de todas as idades, classes sociais e regionalidades a respeito de uma doença de alta incidência não só no Brasil, mas também em outros países.
Nesta semana, um dos vídeos disponíveis nos canais da SBM traz a experiência de uma paciente que passou por tratamento do câncer de mama e não acreditou na desinformação corrente nas redes sociais de que mulheres mastectomizadas não podem pegar peso ou realizar exercícios de força nas academias. Recuperada da cirurgia, ela voltou a se exercitar e recobrou o tônus muscular, inclusive para carregar as duas filhas.
Mitos sobre receitas milagrosas são tema de outro conteúdo divulgado pela SBM. Babosa, graviola, chás diversos são constantemente apregoados em redes sociais com potenciais de cura de câncer de mama. “Na realidade, a crença em receitas milagrosas leva a paciente a perder um tempo precioso até iniciar tratamentos médicos que podem salvar sua vida”, destaca Daniel Buttros.
A associação entre anticoncepcionais e câncer de mama é outro mito debatido entre os vídeos da semana. Muitas mulheres se culpam por terem usado anticoncepcional e desenvolvido a doença. “O que a ciência demonstrou, e o que os especialistas sabem, é que o anticoncepcional aumenta muito pouco o risco para câncer de mama”, reforça o representante da SBM, que completa: “Há fatores muito mais preocupantes, como obesidade, sedentarismo e uso de álcool do que propriamente um método contraceptivo que traz benefícios às mulheres.”
O consumo de bebida alcoólica é outro tema abordado em vídeo. Hoje, as principais sociedades médicas reconhecem o álcool como fator de risco para o desenvolvimento de câncer. No caso de câncer de mama, esclarece o mastologista Daniel Buttros, não há um consenso sobre a dosagem alcoólica segura para as mulheres. “Não é só o excesso que importa, e sim o hábito diário”, destaca.
Em formato de enquete com a população, outro vídeo esclarece sobre os mitos mais frequentes abordados em conteúdos de redes sociais. Um deles diz respeito à falsa crença de que a radiação causa câncer de mama. Outros esclarecimentos embasados em conhecimentos médicos e científicos dão conta de que “mamografia não tira a prótese de lugar”, “desodorante não causa a doença” e “pacientes sem histórico familiar também são propensas a desenvolver câncer de mama”.
Os investimentos da Sociedade Brasileira de Mastologia em comunicação, segundo Daniel Buttros, pretendem em cada ação combater a desinformação e ao mesmo tempo proporcionar maior entendimento da população brasileira sobre câncer de mama. “Todos os esforços neste sentido convergem para tornar realidade um slogan que, para nós, é um princípio: ‘Na SBM você pode confiar’”, conclui.
