Artigo: Escola, ensina o aluno a viver!

 
*Maria Zélia Dias Miceli
 Não tem como falarmos sobre a importância do vínculo escola X aluno, sem falarmos sobre afetividade, a qual está muito presente na vida da criança, independente de sua origem, gênero ou classe social, e tem seu significado atribuído apenas a ações como carinho, amor e amizade, porém, a afeição vai além desses conceitos. É fundamental que haja no ambiente de estudo, a presença de sentimentos afetivos entre professores e alunos. O educador deve estar preparado a assumir uma postura amigável e receptiva para com seus alunos, caso contrário, eles não se sentirão estimulados e com interesse em aprender, o que resultará em prejudicar não só a eles próprios, mas também aos demais colegas, no momento que estes passam a comportar-se com indisciplina, dificultando o bom andamento das atividades e aulas.  
O professor não é somente um mediador do conhecimento, é visto, também, como um modelo pelos seus alunos, por isso é imprescindível que transmita uma imagem verdadeira e comprometida com o aprendizado dos alunos. Ele não ensina apenas assuntos referentes ao currículo, suas ações transmitem valores e condutas, as quais ultrapassam o conteúdo das disciplinas. Partindo-se desse pressuposto, surge a necessidade do professor rever suas atitudes, no intuito de refletir se sua ação pedagógica é afetiva e se está contribuindo positivamente ou não, para a evolução da aprendizagem.  
Sabe-se que o processo de aprendizagem deve ocorrer em um ambiente estimulante, em que o aluno se motive a aprender, ou seja, deve se sentir bem no ambiente escolar. Num universo  com essa característica o professor poderá trabalhar de forma que o aluno não se sinta oprimido, o que é muito bom, pois a opressão é um dos fatores que interferem negativamente no aprendizado, impondo obrigações ao educando e coibindo o prazer e a motivação de aprender.  
O sujeito central do processo educacional é o aluno, o qual tem por direito  expresso na Constituição  Federal uma educação de qualidade e isso cabe não apenas às instituições de ensino, como também à perspectiva própria de cada educador, cujo objetivo é conduzir o aluno na trajetória  do desenvolvimento integral.  Portanto, a necessidade da presença afetiva nas relações sociais, principalmente quando se diz respeito à relação entre professor e aluno é essencial, pois como diz Paulo Freire “não há educação sem amor […] Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar.”  

*Maria Zélia Dias Miceli é educadora do Colégio Santa Amália, em São Paulo, instituição mantenedora da Liga Solidária, organização social sem fins lucrativos. 

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