Campinas dá início à Operação Verão

Começou hoje, quarta-feira, dia 1º de dezembro, a Operação Verão 2021/2022, envolvendo diversos setores da administração pública. O objetivo é mobilizar as várias áreas envolvidas no socorro a situações de emergência e de desastres e, assim, minimizar as consequências.

Realizado sempre nesta época, o trabalho é especialmente necessário para lidar com situações causadas por chuvas fortes e temporais típicos da estação mais quente do ano. A Operação Verão vai até 31 de março do ano que vem, mas pode ser prorrogada, caso seja necessário.

De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a Operação Verão da cidade de Campinas é “uma ferramenta estratégica para as ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação para o trabalho de proteção e Defesa Civil”.


“A Operação agrega um conjunto de ações de prevenção e resposta na redução do risco de desastre para evitar ocorrências graves durante o período de verão, que é caracterizado por elevados índices pluviométricos”, detalhou Furtado. Ele apontou que o trabalho leva em conta o compromisso mundial assumido por Campinas com o Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres, denominada Iniciativa Construindo Cidades Resilientes – MCR 2030.

O conjunto destas medidas foi estabelecido por meio do Decreto 21.780/2021, publicado no Diário Oficial do Município no dia 17 de novembro. Esse decreto também institui o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil.
 

Acompanhamento de índices pluviométricos com envio de alertas à população e aos órgãos responsáveis, vistorias em área de risco e previsão meteorológica são ações desencadeadas pela Defesa Civil durante a Operação Verão. Também está prevista a adoção de medidas antecipadas caso sejam detectados deslizamento em áreas de risco.
 

O Plano de Contingência trabalha com quatro níveis de alerta e cada um deles desencadeia uma ação específica. São os seguintes: nível 1 – estado de observação, quando chove até 80 milímetros (mm), e há um acompanhamento dos índices pluviométricos; nível 2 – estado de atenção, quando o índice pluviométrico fica acima de 80,1mm e são realizadas vistorias de campo em áreas de risco; nível 3 – estado de alerta, com remoção preventiva da população das áreas de risco iminente indicadas pelas vistorias; nível 4 – estado de alerta máximo, deflagra a remoção de toda a população que mora em áreas de risco.

Durante a Operação Verão, a Defesa Civil de Campinas publica comunicados e alertas de proteção à população no portal https://resiliente.campinas.sp.gov.br/.


Áreas de risco
 

O decreto que criou a Operação Verão indica 18 setores de risco em Campinas, que foram mapeados pelo Serviço Geológico Federal e classificados como alto risco de deslizamento e inundações.

São os seguintes:


Setor 1: Vale das Garças – Vila Holândia;
Setor 2: Jardim Santa Mônica, Jardim São Marcos e Jardim Campineiro;
Setor 3: Jardim Ipaussurama;
Setor 4 : Jardim Rossin e Jardim Florence II;
Setor 5: Jardim Florence I;
Setor 6: Jardim Campo Grande;
Setor 7: Sousas (Rua Quinze de Novembro “Beco do Mokarzel”);
Setor 8: Jardim Novo Flamboyant “Buraco do Sapo”;
Setor 9: Jardim Novo Flamboyant;
Setor 10: Jardim Itatiaia, Jardim São Fernando e Jardim Baronesa;
Setor 11: Jardim Andorinhas;
Setor 12: Jardim Tamoio (Rua Salomão Abud)
Setor 13: Parque Oziel;
Setor 14: Jardim Monte Cristo, Jardim do Lago I e Jardim das Bandeiras II;
Setor 15: Jardim Irmãos Sigrist;
Setor 16: Jardim Santo Antônio (Rua Martinica);
Setor 17: Parque Universitário (Avenida Aglaia);
Setor 18: Jardim Campos Elíseos.
 


Comitê Gestor
 

A Operação Verão é conduzida por uma força-tarefa chamada “Comitê Municipal de Gestão de Risco de Desastres”. Liderado pela Defesa Civil, o grupo é formado por um representante titular e um suplente de cada uma das seguintes secretarias e órgãos municipais: secretarias municipais de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, Saúde, Comunicação, Planejamento e Urbanismo, Habitação, Educação e Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Também fazem parte: Sanasa e Emdec.

JORNAL DO CASTELO

Read Previous

Sondagem Iconfirma que indústria da Região de Campinas mantém otimismo para 2022

Read Next

Jovens entre 18 e 24 anos ocupam 56% dos empregos criados em outubro na região de Campinas

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *