Jovens entre 18 e 24 anos ocupam 56% dos empregos criados em outubro na região de Campinas

Os trabalhadores jovenes entre 18 e 24 anos preencheram 56% dos postos de trabalho com carteira assinada criados no mês de outubro na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Dos 5.211 cargos gerados, 2.918 foram ocupados por profissionais desta faixa etária. De acordo com os últimos informativos do Observatório PUC-Campinas, o comportamento tem sido observado durante todo o ano. (VEJA NOTA COMPLETA)

Recuperação

Segundo a economista responsável pelo estudo, Profa. Dra. Eliane Rosandiski, já pode-se afirmar que a recuperação do emprego na RMC tem como característica a preferência pela contratação de trabalhadores mais jovens e com nível de escolaridade mediano. A situação está associada ao tipo de mão de obra demandado, que requer menor qualificação, e ao valor-hora dos jovens profissionais, que costuma ser inferior se comparado ao dos mais experientes.

Diante do cenário, estima-se que os rendimentos estejam sendo reduzidos nas contratações da região. Em nível nacional, segundo o IBGE, a queda para empregados com carteira assinada é de 3%. “Além dessa redução da remuneração média, a inflação compromete mais ainda o poder de compra e ameaça a virtuosidade da recuperação econômica puxada pela demanda doméstica”, diz a professora extensionista.

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Apesar disso, a região de Campinas, com os números atualizados de outubro, já acumula 63.386 novos empregos em 2021. Nos últimos dados, Campinas manteve a geração de vagas, com 1.262 oportunidades criadas. O município foi seguido por Americana (+795), Santa Bárbara D’Oeste (+ 643) e Indaiatuba (+544).

Por setor de atividade, 28% dos postos foram gerados no comércio. O setor industrial, com 17%, e as atividades de alojamento e alimentação, com 15% dos contratos, vieram atrás. A construção civil foi responsável por 11% dos cargos ocupados. Destaques nos meses anteriores, os serviços de informação, comunicação e atividades financeiras perderam dinamismo no mês de outubro, respondendo por apenas 10% das vagas criadas.

“Ainda num cenário incerto em relação à evolução dos preços e da demanda, tanto do ponto de vista doméstico como internacional, continua desafiador qualquer prognóstico quanto à sustentação da recuperação econômica”, avalia Eliane.

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