FITec participa do “Salto Digital” para promover a transformação de indústrias

Empreendimento da MRV/Divulgação

O programa Salto Digital, em desenvolvimento no Recife, inicialmente com 20 pequenas indústrias do setor alimentício, poderá, a partir de agosto de 2021, ser estendido a outras 90 empresas pernambucanas nos segmentos de alimentos, bebidas, confecções e agroindústrias e, posteriormente, ampliado para todo o País. O Salto Digital está sendo executado pelo Senai e pelo Sebrae em Pernambuco, pela FITec, UFPE e AD Diper, com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Os bons resultados advindos da etapa piloto do programa, que se encontra em fase de conclusão no Recife e visa a incluir as micro e pequenas indústrias no mundo tecnológico, em breve serão estendidos para outras empresas de Pernambuco e, posteriormente, para todo o Brasil. A proposta é, por meio da Transformação Digital, aumentar a eficiência na produção das empresas de micro e pequeno porte, que representam 98,5% dos negócios em todo o País e respondem por 27,5% do PIB nacional.

O programa envolve 20 pequenas indústrias do setor alimentício do Recife na fase piloto. A estratégia é estendê-lo, na próxima etapa, para outras 90 indústrias pernambucanas nos segmentos de alimentos, bebidas, confecções e agroindústrias e, posteriormente, para todo o País. Pernambuco tem, aproximadamente, 12 mil indústrias, das quais as micro ou pequenas representam 96%.

Laboratório da FITec em Recife

Micros e pequenas na Era Digital

Em junho de 2020, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou o edital Digital.br para a “Seleção de Projetos de Apoio à Transformação Digital do Setor Produtivo Brasileiro – Micro, Pequenas e Médias Empresas – Região Nordeste”. O objetivo foi selecionar projetos voltados à transformação digital do setor produtivo e estruturados em redes e ecossistemas de inovação com foco nas empresas da Região Nordeste.

O programa Salto Digital da Rede Digitaliza PMI (Pequenas e Micro Indústrias) foi um dos projetos vencedores do Digital.BR e recebeu um aporte de R$ 1,5 milhão para a implantação da fase piloto da iniciativa. A Rede é formada pelo Senai e pelo Sebrae de Pernambuco, pela FITec – Fundação para Inovações Tecnológicas, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

O Salto Digital foi baseado na constatação da baixa eficiência operacional das micro e pequenas indústrias, nos escassos investimentos em automação, na insuficiente formação de pessoal, assim como no baixo uso de indicadores de gestão ou experiência em layout de chão de fábrica e na ausência de planejamento, monitoramento da produção, noção abrangente de custos e de interação fluida com o mercado.

Para mudar esta realidade, a Rede Digitaliza PMI atua em diversos aspectos operacionais e táticos, com ações desenvolvidas em três eixos: consultoria em gestão digital de negócios, consultoria em Lean Manufacturing e implantação do Minha Indústria Avançada (MInA), ferramenta de digitalização desenvolvida pelo Instituto de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs) do Senai, que possibilita a visualização, em tempo real, de informações relacionadas à produção. “O trabalho é muito amplo, pois envolve, além de melhorar o acompanhamento dos progressos com indicadores e ferramentas, promover a necessária mudança cultural dos empresários. Foi imprescindível o desenvolvimento de soluções para várias etapas do negócio, contando com a experiência de todos os parceiros envolvidos”, explica o diretor de Operações da FITec, Henrique Nunes.

Henrique Nunes, diretor de Operações da FITec 

Especializada no desenvolvimento de equipamentos eletrônicos inovadores, a FITec promove a melhoria de dispositivos específicos para o acompanhamento industrial e para a análise inteligente dos dados gerados. A fundação criou o módulo IoT (Internet das Coisas) para balanças inteligentes que, conectado à plataforma MInA, permite a contagem contínua da produção de indústrias do setor alimentício nas quais se contam quilos ou litros produzidos, e não unidades. “O foco do Salto Digital é no ganho de produtividade das pequenas indústrias por meio do aumento da eficiência operacional, o que as torna mais competitivas e resilientes às variações de mercado”, finaliza Nunes.

Balanças inteligentes permitem a contagem contínua da produção

de indústrias do setor alimentício em quilos ou litros produzidos, e não unidades

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