Sanutrin_mão de obra qualificada/Divulgação
escassez de mão de obra
Pesquisa da FGV-Ibre mostra que diferentes setores enfrentam dificuldades crescentes para contratar profissionais capacitados, mesmo com avanços tecnológicos

A escassez de mão de obra qualificada tem se tornado um desafio recorrente em diversos setores da economia. Dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) revelam que seis em cada 10 empresas enfrentam dificuldades para contratar ou reter profissionais. Entre essas, 77,2% apontam a contratação como o maior obstáculo na gestão de pessoas.
Segundo Luciana Silva, CEO da Sanutrin, empresa especializada em alimentação escolar, essa situação também é uma realidade nas áreas como saúde e alimentação, onde cresce a demanda por profissionais capacitados, inclusive no uso de novas tecnologias.

Diante disso, ela comenta ser um desafio crescente lidar com a escassez de profissionais qualificados, uma vez que isso exige planejamento e investimento contínuo. “Não se trata apenas de preencher vagas, mas de formar equipes capazes de atuar com responsabilidade e alinhadas ao nosso propósito. Para isso, busca-se estratégias para manter um time tecnicamente preparado, com formação sólida e vivência prática, porque sabemos que isso faz toda a diferença no dia a dia”, destaca Luciana.
Esse esforço é refletido especialmente no investimento em capacitação, que ganha um lugar de destaque para empresas comprometidas com um padrão de qualidade. Tanto que, de acordo com uma pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2023/2024, realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, 94% das organizações têm o orçamento anual de treinamento definido.
Na prática, isso significa criar caminhos para o aprimoramento constante das equipes. “A maioria dos nossos colaboradores possui cursos técnicos ou profissionalizantes específicos para suas funções, com certificados reconhecidos. Mas sabemos que a formação não se esgota no diploma. Por isso, investimos continuamente em capacitação, tanto internas quanto externas, com foco no desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais. Além disso, reforçamos nosso compromisso em criar um ambiente acolhedor, diverso e com foco no crescimento individualizado. Temos um programa específico de treinamento para cada função e momento de carreira, ” exemplifica Luciana.
Esse compromisso com a formação de pessoas está alinhado a um processo mais amplo. Luciana comenta como exemplo a Sanutrin, que tem aliado o investimento em pessoas a um processo consistente de modernização tecnológica nos últimos dois anos. Entre as iniciativas estão a consolidação do uso de um sistema integrado de gestão (ERP), que conecta processos administrativos, operacionais e de recursos humanos.
Esses avanços também impactam diretamente quem está na ponta do serviço. A experiência de alunos e famílias foi modernizada. “A digitalização alcançou a rotina interna, e o dia a dia dos profissionais, impactando também os nossos clientes. Precisamos criar um ambiente para que todos possam acompanhar essas mudanças e se capacitarem sem perder o carisma e cuidado com o serviço”.


