Grupo Rosa e Amor se manifesta sobre o veto presidencial que prejudica o acesso de pacientes oncológicos à quimioterapia oral

Tratamento de câncer por via oral é mais humanizado e menos oneroso/divulgação

O Grupo Rosa e Amor, referência na Região Metropolitana de Campinas (RMC) pelo acolhimento e o trabalho multidisciplinar oferecido há mais de 21 anos a mulheres com câncer e seus familiares, manifesta-se a respeito do veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao Projeto de Lei nº 6330/2019. O PL, que havia sido aprovado pelo Congresso Nacional, prevê que os planos de saúde ofereçam a quimioterapia oral aos pacientes imediatamente após a Anvisa regulamentá-la.

O PL nº 6330/2019 foi aprovado pelo Senado Federal em junho de 2020 após um amplo debate. Submetido à Câmara dos Deputados em julho de 2001, também teve aprovação, assim como no Congresso Nacional. Este ano, foi protocolado o PL nº 3406/2020 que visa garantir aos pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) acesso à quimioterapia oral a partir da aprovação da Anvisa.

“A quimioterapia oral tem o benefício de humanizar em muito o tratamento oncológico”, afirma Márcia Camargo Franzese, presidente do Grupo Rosa e Amor, que assiste atualmente 570 pacientes. “O paciente não precisaria, por exemplo, se deslocar de sua casa para passar horas do seu dia no serviço de quimioterapia”, destaca a médica.

De acordo com a presidente do Rosa e Amor, a quimioterapia oral é um tratamento seguro e menos oneroso. “É importante que seja implantada universalmente e que esteja disponível a todo paciente oncológico no Brasil”, ressalta Márcia Franzese.

O PL nº 6330/2019 retornou ao Congresso Nacional, que terá até o fim de agosto para decidir se mantém ou não o veto presidencial. O ato da Presidência da República representa um enorme transtorno a milhares de pacientes oncológicos que dependem de planos de saúde para um tratamento adequado.

Dra Márcia Camargo Franzese, presidente do Grupo Rosa e Amor/ Acervo Grupo Rosa e Amor

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